domingo, 11 de março de 2007

a song to say goodbye

me despeço deste anel no meu dedo anelar esquerdo. quero distância daquilo que por hora me construiu. encontro-me só escombros e perco a chance de não mais viver. a primeira vez que morri tinha novíssimos dezesseis anos. por seguinte virei poeta zumbi que só sabia uivar para a lua com um reflexo de espelho quebrado. dentes separando as comida que me engasgava. poesia espalhada por minhas lajotas. dois aedos. teus cabelos de entropia enchem o meu quarto. sinto-me no perfume do teu caminhar e perco a noção do tempo. quero livrar-me da cor dos teus olhos vigiando meus passos. solto os cabelos na loucura do dia. quero que saia de mim o que restou de ti. rastejo em meu quarto tentanto abrir a porta com os dentes. sangro no vento doce de flores recém colhidas. passará devagar esta dor que me come os órgãos, mas passará. é hoje e amanhã e eu esqueço de não comer. amém.

sábado, 10 de março de 2007

i can't believe you did.

não acredito que você ainda existe. é feito parasita para me empregnar a dita saúde. não aguento mais ter de ver teu semblante lindo todas as noites. beijar teus lábios e lamber teus olhos que derretem até tê-los secos. porquê fazes isto comigo? tudo que fiz foi te amar. não peço nada em troca, apenas um obrigado . não consigo entender e são tantos nãos que pago pelos meus próprios pecados. acaba com a minha poesia célebre e me torna um breve cigarro na mão de pedreiros. oh princesa, dá um teco dessa saudade.

quinta-feira, 8 de março de 2007

tarde.



não aguento. as páginas passaram tão rápido que não pude engolir o pedaço de livro. nunca uma imagem doera tanto em mim. as ruas estão vazias, parece filme de faroeste. sei lá como escreve. hoje estou doendo muito para me preocupar com a gramática. céus, porquê há-de ser tão linda assim? porquê presentearam-me com um sonho tão lindo? ela chorou no meu abraço e eu disse que a esperava. porra, eu fui enganada pelo meu próprio ser. não aguento esses sonhos lindos que mais parecem pesadelos. sinto que não aguentarei mais um tapa desses. desatarei num falso laço e não mais aprenderei a falar. ouve a música que eu fiz pra você, é tão boba que nem sei por onde começar.sinta em mim a inocência desta que muito te amou. não é fácil aceitar que fui enganada. a dor do mundo cai sobre mim. meus olhos atinam fechar e eu dormi a manhã toda. ei, preciso de você. te ensinei a andar e derrubaste-me na hora da corrida. ah, o vento me contou um segredo que será para sempre só nosso. meus pés céleres destroem o chão de nuvens. caí num buraco e não sei mais levantar. os olhos cada vez mais tortos me avisam que a viagem está chegando ao final. eu devia mesmo era ter escondido-me nos escombros do muro que eu mesma derrubei. não fale alto demais, por favor.

quarta-feira, 7 de março de 2007

raindrops falling on my head.


ouço uma canção que vem de longe embalar meus sonhos. uma menina linda cantando baixinho pra tentar sumir com o medo. tentando esconder em suas notas um pouco desafinadas a dor que cai de seus olhos. uma dor tão transparente e bonita assim não devia pesar tanto, pensa. então chora mais. como foi que ela parou naquele lugar desconhecido, sem dinheiro e com um pirulito enrolado num papel porque a professora não a deixava comer doces na aula. ela seguia triste naquela rua onde nenhuma casa tinha um tapete de bem vindo. o vento soprava forte e perfurava seu rosto. feito cobertura de chocolate, ela desejava um abraço. totalmente onírico, tudo aquilo. é que falta alguém, minha querida, falta alguém.

terça-feira, 6 de março de 2007

let's find a place we both can hide.


pega as asas da defunta e voa pro meu abraço. bebe minhas lágrimas tão devotas, eu dou no seu vestido, o laço. canta pra mim, me carrega e me faz dormir. me diz que vai tudo ficar bem e que os fantasmas não aparecerão de novo. estou com tanto medo, acho que vou desligar a luz.
eu parei pra pensar e percebi que nunca consegui me concentrar de verdade. tanto que na hora em que eu relfetia sobre isso, pensava em qual vai ser a próxima vez em que irei para o cinema sozinha. não consigo mesmo prestar atenção. talvez venha daí o meu medo de aprender dirigir. quero mais é correr de noite, sentindo o vento cortar o rosto e pular alto quando um ônibus veloz passar banhando meu corpo de vento. ou lama. minhas costas doem, quero dormir no meu quarto de novo, pela última vez. sabe quando não se tem razão para acordar? pois é. isso mesmo, meu caro. é pretty boring dizer isso, mas é fato. e o que seria fato se não um pedaço de verdade tentando se desvencilhar da cobertura doce da mentira? sei lá. não é hora para ser uma pseudo-filósofa, tayná. ótemo, ela diria. quero mais que um abraço e flores, quero um pedaço teu desncendo por minha garganta. nossa! que violência! não, é que eu sou carnívora e sai de perto que não estou de dieta.

segunda-feira, 5 de março de 2007


i think you're divine.